umbigo(s)

Quarta-feira, Junho 30, 2004

Mente vazia, falta do que fazer e um cartão telefônico à procura de amigos. O ano passou tão corrido que até esqueci que ainda não encontrei com ela esse ano, e já vai fazer um ano que não o vejo. Trabalho, faculdade e adeus ociosidade juvenil. A responsabilidade vai puxando pelo pé. Tenho que descobrir meus talentos, ler, pesquisar, crescer... Os tempos de biquini e bolo de chocolate no fim da tarde esgotaram-se. Assim como velhas amizades. Procurando o que fazer no colorido do fim de tarde. A madrugda sedenta de inspração é consumida pelo sono. Maldita preguiça! Então, a gente fica assim sem escrever, desenhar, pintar, ou simplesmente traçar novos objetivos. Tudo bem, estamos de férias...

CARLA LEMOS . [6:26:46 PM].


Quarta-feira, Junho 23, 2004

PARA FAZER VOCÊ FELIZ ou
QUANDO UMA MOLECA DE 15 ANOS QUIS SER CHICO BUARQUE.

Mesmo quando grita e chora
Ou me manda ir embora
Eu sei que é sua hora
E que tudo vai passar
Já agüentei o pior de ti
E mesmo em toda a dor, sorri
Pra fazer você feliz
Sei que me quer por perto
De peito aberto e coração
Para poder te amparar
Seu amor é mesmo assim
Feito sob medida para mim
Que bate sem machucar.

RENATA CORRÊA . [8:13:10 PM].


Segunda-feira, Junho 21, 2004

Saiu um pouco do que ficou preso da primeira vez. O choque daquela situação tinha sido grande demais. As emoções se convergiram para o ardor de meus olhos. Sentia arrepios a cada palavra falada, cantada. Não conseguia ficar indiferente; mesmo tendo visto aquelas cenas antes.
Um filme passa paralelo à minha mente. Tanta coisa coisa por fazer. O medo de tentar. Medo de errar e ser ridicularizada. Medo de tentar ser feliz. Não se pode viver a experiência dos outros. A felicidade é uma questão de vontade;

"O amor é o ridiculo da vida
A gente procura nele uma pureza impossível
Uma pureza que está sempre se pondo
Indo embora.
A vida veio e me levou com ela
Sorte é se abandonar e aceitar aquela velha idéia de paraíso que nos persegue
Bonita e breve
Como borboletas que vivem 24 horas
Morrer não dói"

(Cazuza - O tempo não pára)

CARLA LEMOS . [9:34:51 AM].


Sexta-feira, Junho 18, 2004

Pausa para comentário sobre pessoas Joselitas:
acabei de ser acordada por um menino (sim, um menino...22 anos para mim ainda é um menino) que ligou para o meu celular.

- Mariana, você tá no Bar do Meio??

minha fúria foi tomada por um acesso de gargalhadas, seguido de um estado intrigante-estupefato. Afinal de contas, que tipo de pessoa esse menino (volto a repetir) acha que eu sou?
Deixo a pergunta no ar...melhor nem pensar.

MARIANÍSSIMA . . [6:40:18 AM].


Quarta-feira, Junho 16, 2004

Não sei de nada
nada
de você eu sei
Eu sei
que nada sou
quando nada
de você
vem...

só pétalas de rosas vermelhas
a cairem em camera lenta
no tapete da minha sala...

(mais uma cena clichê de amor)

MARIANÍSSIMA . . [9:57:48 PM].


Terça-feira, Junho 15, 2004

nossa conversa tão educada
E eu só posso sorrir quando você me conta sobre todas essas fatalidades; Nossa vida? Piada sem graça. Dois perdedores na multidão, sendo alvo de chacota, escondendo o rosto pelos rubores que nos perseguem.
Esse segredo que você me contou (você não conta segredos para qualquer um, não é mesmo?) foi uma das coisas mais bonitas que ouvi. Gaguejando, mas sem rodeios. Feito carta de baralho, foi despejando toda sua vida, até o Ás. E eu? Aprendendo a jogar sem pressa, com você e nosso tempo sem sentido.

RENATA CORRÊA . [7:14:59 PM].


Terça-feira, Junho 08, 2004

Vejo a tela vazia e nada me ocorre. Queria escrever, mas não me deixam.
Publicidade maldita.
Em todo o lugar. Seja na rádio, rua, tevê... Nem a internet escapa.
Tudo leva à isso.
Tudo lembra.
Tudo faz esquecer.
O sangue secou, e eu tenho que limpar.
Quem sabe domingo eu escreva...

CARLA LEMOS . [8:12:46 PM].


Segunda-feira, Junho 07, 2004

O dia de Hoje

É o dia depois do "dia D", é o dia que era para ser o"dia de festa", mas transformou-se em o"dia de lágrimas". E O fato de ter a névoa da lembrança já me faz rastejar como o mendigo que sempre fora, implorando por um pouco de amor, iludindo-se com situações ignóbeis e fráges.
Até se mostrara fortalecido com a dor, este pobre homem, mas era apenas uma casca. Por dentro, um corpo mole e frágil de lesma.
Assim sempre foi, já não sei... Sempre será?

Felipe Fernandes . [6:37:37 PM].


O filme - No Elevador
A grana - Curta
A louca - Renata Corrêa

Meus filmes não são felizes. Meus personagens são deslocados, estranhos, losers. Até meu filme de 1 minuto de foto. Era um parto que a criança nascia morta.
Esse roteiro novo, que será realizado no fim de julho as coisas mudam um pouco. É um romance. Tem tiradas engraçadas (mas quem conhece meu tipo de humor, sabe de que graça que eu estou falando).
Não vai ser PB e não terá uma fotografia sombria. Vai ser tudo meio technicolor, coloridão. Mas aí foi me dando uma sensação de que aquilo não era eu. Que faltava alguma coisa. Que tava tudo muito feliz. E para não perder minha fama de malvada, o casal não fica junto no fim. (Acontece nos filmes, acontece na vida...)

RENATA CORRÊA . [2:57:12 PM].


Sexta-feira, Junho 04, 2004

- Vamos lá?
- Ah! Agora? Porque quer ir nesse lugar imundo? Olha a minha roupa! Não vou não.
- Ah! Vai, deixa de bobeira e vamos logo. Não custa nada.
Olha para um lado, olha parao outro. Com cara de desaprovação segue a caminhada.
(...)

Felipe Fernandes . [2:27:06 PM].


Pensamentos "edificantes"...
porque hoje é sexta feira, então não me levem a sério...

eeerrrr....pensando bem, não me levem a sério nem segunda, nem terça, nem quarta, nem quinta, nem sexta...Talvez sábado e domingo pode ser...Só para não pegar mal para minha reputação também, né?!
MEU UMBIGO AGRADECE!


1) Tudo passa, até uva passa
2) Onde digo digo, não digo digo. Digo Diogo. (roubado "de leve" de um amigo meu...mas abafem o caso...!!!)

MARIANÍSSIMA . . [10:06:19 AM].


Quinta-feira, Junho 03, 2004

CLARA NÃO É MINHA

Pula Dia
Dia Lua
Lua Clara
Clara Tua

RENATA CORRÊA . [5:37:58 PM].


Quarta-feira, Junho 02, 2004

Olhando para os UMBIGOS que escrevem neste blog, pude reparar num detalhe que me deixou deprimida:
o meu umbigo é o mais velho de todos aqui...
Aaaaaaaaarrrghhh!

MARIANÍSSIMA . . [5:03:05 AM].


Terça-feira, Junho 01, 2004

PASSE LIVRE

Quando eu estudei no CEFET os alunos não eram obrigados a usar uniforme. Óbvio que ninguém usava microssaia e salto, afinal eram dias e dias no laboratório de Construção Civil entre tijolos, colunas, sapatas, canos PVC e instalações elétricas. Ou na aula de desenho, onde ficávamos sentados em bancos altíssimos para termos alcance em toda mesa, régua T, régua paralela e escalímetro.
Por essa e por outras que passávamos a nossa vida inteira de jaleco azul, para agüentar a poeira e pegar ônibus de graça, claro.
O passe livre, me lembro bem, era um recurso que além do óbvio vai e vem casa-colégio, era utilizado por muitos de nós para fazer pesquisa de campo, visitar construções, monumentos e edifícios importantes para a nossa formação. Claro e evidente que a gente também ia para a praia, que ninguém é de ferro.
Durante muito tempo os governos municipal e estadual tentaram acabar com a lei do passe livre. As manifestações no Rio de Janeiro foram pesadas. Em 2000, os estudantes invadiram a Câmara de Vereadores durante uma sessão fantasma em dezembro onde o grupo de Lelia do Flamengo e Agnaldo Timóteo boicotavam a lei do meio passe, para estudantes universitários e da rede privada. A sessão não aconteceu, mas obviamente, o lobby da FETRANSPOR não ia ficar parado. Se não podiam mudar a lei, pois o movimento social estava organizado e alerta, podiam, em uma jogada de mestre utilizar a tecnologia para que algumas mudanças se tornassem inevitáveis. E aí surgem as roletas eletrônicas.
Além de causar uma onda de demissões, a roleta eletrônica está reeditando um estado de segregação social. As novas roletas ficam na frente, limitando gestantes, idosos, deficientes físicos e estudantes em um espaço com apenas oito lugares.
Soube recentemente que nosso querido César Maia orientou ao órgão que emite as carteiras para não liberar o passe de estudantes da Rede Estadual e que os deficientes Físicos estão enfrentando filas desumanas para ter direito ao benefício. É um absurdo que interesses econômicos massacrem a parcela da população que mais precisa das carteirinhas que funcionam nas roletas. Carteirinhas essas que são fabricadas por uma empresa que NÃO passou por qualquer tipo de licitação. Mas isso é outra história.
O passe livre deveria ser um recurso para que as pessoas exerçam seu direito básico de ir e vir, e no caso dos estudantes é mais grave, pois sem pagar a passagem muitos não se aventuravam por um museu ou uma biblioteca, quem dirá pagando R$1,60 por cabeça na melhor das hipóteses? A educação pública já é uma merda, e ainda vamos acabar com uma das poucas possibilidades de melhoria na formação desses alunos?
Sei não, acho que se nós morássemos na Suíça, a roleta eletrônica poderia ser uma opção prática de barateamento do transporte urbano. Mas aqui no Rio, tem cheiro de trambicagem da grossa.

RENATA CORRÊA . [6:00:20 PM].


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